Educação financeira nas escolas
Curitiba - Há escolas que trabalham com os alunos atividades voltadas para a educação financeira. O Colégio Marista Pio XII de Ponta Grossa realiza um projeto de orçamento com os alunos do 9º ano do ensino fundamental. De acordo com o coordenador do projeto, Régis Clemente da Costa, a ideia é trabalhar desde o orçamento familiar até o orçamento público.
Segundo Costa, o aluno começa verificando o orçamento da própria família e aprende a verificar entradas e saídas de dinheiro. Os estudantes também são levados para uma associação de catadores de papel para terem uma noção do valor mensal da renda destas pessoas que chega a R$ 600, R$ 700 por família. O aluno vê que este é um valor próximo do que o pai paga de mensalidade escolar, disse.
A atividade geralmente dura de abril a novembro. Ao final, os alunos fazem uma visita à Câmara de Vereadores de Ponta Grossa para conhecer como está organizado o orçamento público. Esta é a terceira edição do projeto. O melhor resultado é conseguirmos despertar o interesse por questões econômicas o que traz mudança na postura e na visão do aluno, disse.
O diretor educacional da rede de colégios do Grupo Marista, Flávio Antônio Sandi, disse que há projetos de educação financeira desenvolvidos em algumas unidades do grupo. Entre as iniciativas estão pedir para que as crianças do 2º ano do ensino fundamental tragam dinheiro um dia semana para comprar lanche na cantina da escola com o objetivo de aprenderem a ideia de valor monetário.
Já as crianças do 3º ao 5º ano do ensino fundamental vão ao supermercado junto com os professores, fazem uma compra e pagam no caixa para perceberem o valor do dinheiro. Depois disso, é realizada uma discussão na sala de aula em uma roda de conversa para avaliar os resultados. Outro trabalho é discutir contas como de água e luz com os alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental. Não podemos ter um aluno autômato que saiba só fazer contas, mas que aprenda que tudo está vinculado a um contexto, destacou. (A.B.)





