A Intuel, incubadora da UEL, oferece às empresas recém-nascidas orientação no planejamento e qualifica os empreendedores em áreas estratégicas
A Intuel, incubadora da UEL, oferece às empresas recém-nascidas orientação no planejamento e qualifica os empreendedores em áreas estratégicas | Foto: Anderson Coelho



Cursar uma universidade e conquistar um diploma de graduação são apenas alguns dos muitos passos que o jovem pode dar para ter uma carreira de sucesso. Mas, infelizmente, ter curso superior não é garantia de emprego. Pensando nisso e nas transformações do mercado de trabalho, a UEL tem se preocupado em apresentar diferentes caminhos aos estudantes, e um deles é o do empreendedorismo.

No ano passado, a universidade promoveu, em parceria com o Sebrae, a capacitação de 27 professores de diferentes centros que, neste ano, trabalharão na criação de uma disciplina especial de Empreendedorismo voltada para alunos dos mais diversos cursos, como Física, Música, Design, Veterinária, Zootecnia, só para citar alguns. Segundo a professora e assessora especial da Agência de Inovação da UEL (Aintec), Graça Maria Simões Luz, o objetivo é estimular o comportamento empreendedor entre os alunos.

A professora destaca que os calouros devem enxergar na universidade uma oportunidade não apenas de conquistar um diploma de graduação, mas de vislumbrar várias possibilidades de atuação no mercado de trabalho, que vão além do emprego formal ou concurso público. "Hoje, o mundo é bem diferente. Por isso, queremos mostrar outros caminhos para nossos estudantes", justifica.

Prêmio
A disciplina específica sobre Empreendedorismo será novidade em muitos cursos, mas a UEL já se destaca há algum tempo pelo conjunto de iniciativas voltadas à Educação Empreendedora. Tanto que, em 2016, foi reconhecida com o 1º Prêmio Educação Empreendedora do Sebrae/PR, na categoria Instituição de Ensino Superior do Norte do Paraná. Além de capacitar os docentes, a universidade promove cursos, seminários, palestras, trilhas de aceleração e participa do Desafio Universitário Empreendedor.

Na Aintec, a UEL mantém uma Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica (Intuel), um Escritório de Propriedade Intelectual e um Escritório de Transferência de Tecnologia. A gerente da Intuel, Tatiana Fiuza, explica que a incubadora auxilia as empresas no início do negócio. "Orientamos no planejamento e qualificamos os empreendedores em áreas estratégicas, para que eles consigam criar uma gestão adequada e, ao saírem daqui, tenham sucesso no mercado", afirma. Hoje, a Intuel possui 13 empresas incubadas, todas de base tecnológica e com potencial de inovação.

A seleção das empresas é feita anualmente, geralmente no mês de agosto. O calouro que iniciar a graduação agora e tiver uma boa ideia ou mesmo um modelo de negócio já pode se inscrever. Segundo Tatiana, pelo menos 14 empresas graduadas na Intuel estão no mercado. Destas, duas foram compradas por milhões de reais por grandes grupos de investidores, a Oniria e ADeliveria.

O estudante do terceiro ano do curso de Design Gráfico Gabriel Xavier Felippe, de 22 anos, teve o modelo de negócio selecionado no último processo aberto pela Intuel. "Desenvolvemos games educativos", conta. Felippe diz que, ao todo, oito pessoas fazem parte do projeto, sendo três professores e cinco alunos. "Estou muito feliz. É uma ótima oportunidade para começar a empreender, usar o que aprendemos na faculdade para aplicar em algo real", afirma.

EMPRESAS JUNIORES
O estímulo e a preparação dos universitários para o mercado de trabalho vão muito além das ações realizadas pela Aintec dentro do campus. A UEL também incentiva pesquisas na área de inovação e empreendedorismo em seus diversos laboratórios e mantém empresas juniores em 15 cursos de graduação.

O estudante do quarto ano de Geografia e presidente do Núcleo de Empresas Juniores da UEL, Matheus Oliveira Martins da Silva, de 20 anos, explica que podem se inscrever para os processos seletivos os alunos dos cursos de graduação relacionados às empresas (a lista está disponível no site da UEL). Algumas delas realizam dinâmicas e entrevistas com os candidatos.

Segundo Silva, as empresas juniores são associações civis, sem fins lucrativos, que possuem obrigações jurídicas e contábeis e prestam serviços à comunidade a preços até 30% abaixo do mercado. "Aprendemos sobre gestão e a lidar com clientes reais. Desenvolvemos projetos relacionados às disciplinas do curso", conta.

Para o estudante, é um excelente aprendizado e uma ótima oportunidade para fazer networking. "Muitas empresas entram em contato com o núcleo para pedir indicações de profissionais", afirma.

Serviço
Mais informações sobre a Aintec podem ser obtidas pelo telefone (43) 3371-5812. Para saber mais, o calouro pode escrever para o e-mail: [email protected].

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