Curitiba - Para o superintendente do porto, Eduardo Requião, a audiência serviu para identificar qual é o real interesse dos participantes do encontro, que é exclusivamente o de exportar a soja transgênica. Ele lembrou que está fazendo um trabalho de eficiência na logística e na melhoria da qualidade dos produtos embarcados por Paranaguá, mas sabe que está contrariando ''interesses poderosos''.
Eduardo rebateu as acusações de que o porto não está se preocupando com a dragagem. Ele acusou o governo federal de manter reserva de mercado nesse setor, onde dominam apenas quatro empresas de dragagem. O superintendente do porto disse que desde que rompeu o contrato com a empresa de dragagem, as outras três elevaram os custos de retirada de areia de US$ 1 por metro cúbico para US$ 4,20 por metro cúbico. Ele reclamou que a legislação federal impede que o porto tenha sua própria draga ou que faça licitação internacional para contratar o equipamento.
Sobre as acusações de que as medidas administrativas não agradam a comunidade portuária, Eduardo disse que o porto vai bem. As filas de caminhões estão acabando e o porto está operando com 80 mil toneladas por dia.
No ano passado a média de movimentação foi de 50 mil toneladas por dia, o que permitiu alcançar o volume 33,5 milhões de toneladas movimentadas no ano. Segundo ele, esta movimentação representou um adicional de 5 milhões de toneladas a mais que no ano anterior. Eduardo disse que se for obrigado a exportar a soja transgênica, ele prefere sair da superintendência porque não quer ser responsabilizado por este ato no futuro. ''Essa câmara de gás não será acesa por mim'', afirmou.

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