Curitiba - Para o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, o que houve foi uma fraude cometida por ''piratas da soja''. Segundo ele, as notas fiscais foram substituídas porque não comprovam que a carga é oriunda do Paraguai e sim de Guaíra conforme atestam os laudos. Ele destacou que as responsabilidades devem ser apuradas pela polícia porque a troca de notas representa crime.
Em depoimento prestado a alguns jornalistas, ontem cedo, o motorista de um dos caminhões apreendidos, Valdeci de Lima, se contradisse ao afirmar a origem da carga. Uma hora ele disse que carregou o caminhão em Guaíra e outra hora disse que carregou no Paraguai. Os motoristas foram encaminhados à delegacia de polícia de Paranaguá para prestar depoimentos. Os diretores da empresa dona da carga, Agrorama do Brasil não foram encontrados. Um funcionário da empresa, com sede em Guaíra, disse que os diretores estavam em Paranaguá.
Os membros da Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa devem se dirigir hoje para Paranguá, onde discutem com empresários locais o desaparecimento de 1.610 toneladas de soja do silo público como outras irregularidades no porto. O encontro vai ocorrer pela manhã na Associação Comercial e Industrial de Paranaguá. (V.C.)

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