Editoras vendem menos livros em 2012
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
O mercado de livros em 2012 registrou queda nas vendas de 7,36%. A redução foi puxada pelo governo, que comprou 10,31% menos livros que em 2011. O comércio de livros para o mercado, que inclui livrarias e outros pontos de vendas, também apresentou queda de 5,43% em relação ao ano anterior. Os números são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada ontem pela Câmara Brasileira de Livros (CBL) e Sindicato dos Editores de Livros (SNEL) e realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP).
O faturamento resultante das vendas no mercado, entretanto, apresentou uma recuperação, com alta de 6,36%, que representou o primeiro crescimento real desde 2008, de 0,49%. No setor em geral, o crescimento foi de 3,04%, mas queda real de -2,64%.
Para a presidente da CBL, Karine Pansa, o cenário é de recuperação de um período de mercado instável. Na sua visão, de 2011 para cá, quando o setor começou a se reerguer, o mercado brasileiro de livros veio se profissionalizando. Ainda assim, o resultado de 2012 foi pouco expressivo, pouco acima da inflação, segundo Karine. "Passamos por um período difícil, sem crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)." No ano passado, o preço médio do livro teve alta de 12,47%, o que justifica, na visão da presidente da CBL, o fato de o número de exemplares vendidos ter caído e o faturamento crescido no mercado.
As livrarias são o principal canal de venda de livros das editoras e responsáveis por 60,01% do faturamento do setor. As distribuidoras vêm em seguida, com 20,58% da participação e as vendas porta-a-porta e por catálogo ficam em terceiro lugar, com fatia de 4,97% do faturamento.
As obras gerais foram as mais vendidas em 2012 (108,9 milhões) e as que apresentaram maior crescimento em relação a 2011 (7,65%), enquanto os livros didáticos apresentaram o maior faturamento (R$1,2 bilhão), e também maior variação em comparação com 2011 (9,21%). O preço médio mais alto, de R$ 27,36, ficou com os livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP). Já a maior variação de preços de 2011 para 2012, 18,35%, ficou com os livros religiosos. Estes, na opinião de Karine Pansa, foram o fenômeno de vendas de 2012.
E-books
No mercado de livros digitais, mesmo apresentando faturamento 3,5 vezes maior em 2012 com relação a 2011, a venda de e-books ainda é pouco representativa, afirma Karine, e representa apenas 0,01% do mercado de livros brasileiro.



