Edital de porto seco fica pronto em 40 dias
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quinta-feira, 16 de setembro de 2004
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Dentro de 30 a 40 dias, a Receita Federal deverá publicar o edital de licitação para a contratação de empresa que vai explorar o serviço da Estação Aduaneira do Interior (Eadi), o ''porto seco''. O texto do edital já está sendo preparado pela Procuradoria da Fazenda Nacional para, em seguida, ser publicado pela Receita Federal que acompanhará todo o processo licitatório. Nove cidades brasileiras reivindicam o porto seco. ''Londrina vai entrar nesta primeira leva e acreditamos que, no máximo, entre 30 a 40 dias o edital será publicado'', informou o deputado Paulo Bernardo (PT), que está à frente das negociações.
A instalação do porto seco volta a criar expectativa nos empresários londrinenses após a visita do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na quarta-feira. Ele disse que cidades do porte de Londrina justificam esse tipo de empreendimento.''O porto seco é um encurtamento de caminho e uma forma de minimizar os custos com as exportações e importações'', comenta o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Augusto Rapcham. Segundo ele, esse investimento trará uma série de vantagens ao empresariado, que vão desde a redução dos custos com aluguel de conteinêres até transportes e agilidade no desembaraço.
''Hoje você aluga um contêiner nos portos e paga um custo alto, usando apenas 10% de sua capacidade. Com o porto seco aqui poderemos fazer parcerias com outras empresas colocando os produtos no mesmo contêiner, o que minimiza os custos'', salienta Rapcham.
O delegado substituto da Delegacia da Receita Federal, em Londrina, Mário Sonomura, informou que assim tiver a aprovação da Procuradoria da Fazenda, o processo volta para a Receita Federal em Curitiba, que deverá formar uma comissão de licitação. A instalação do porto seco já sofreu alguns percalços nos últimos 10 anos. Além de uma ação popular que emperrou a licitação por vários anos, sob o argumento de que a estação aduaneira de Londrina inviabilizaria a de Maringá, em plena atividade, os primeiros editais de licitação também acabaram sendo contestados pelo Tribunal de Contas da União. Segundo Bernardo, esses problemas com o TC já foram solucionados.


