Edital da Copel mostra ativos de R$ 7,9 bilhões
O edital de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), publicado ontem, exige que o comprador não feche o capital pelo menos pelo prazo de cinco anos, além de mostrar que os ativos totais da empresa chegam a R$ 7,956 bilhões. O preço mínimo, de R$ 4,324 bilhões, foi divulgado anteontem.
O valor econômico da Copel, em estudo da Booz Allen, chegou a R$ 9,077 bilhões e, para o Consórcio Diamante, que elaborou o processo de privatização, a R$ 8,144 bilhões, em 31 de março. O preço mínimo de R$ 4,324 bilhões levou em consideração que serão ofertados 10% das ações aos funcionários da companhia e que lhes será concedido um deságio de 50% sobre o valor econômico mínimo por ação para efeito de cálculo do preço dos títulos da oferta aos empregados.
O cronograma de todo o processo de privatização da Copel mostra que o leilão será mesmo na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), em 31 de outubro. A liquidação da operação está programada para 12 de novembro. Em 24 de outubro, será feita a oferta pública aos funcionários, que terá a liquidação em 16 de janeiro.
Até agora, nove empresa inscreveram-se para consultar os dados técnicos da Copel, confirmaram executivos ligados à Secretaria da Fazenda do Paraná. Outros dez grupos fizeram consultas informais ou retiraram o regulamento para acessar a sala de dados da Copel, desde o início do funcionamento do ''data room'', na segunda quinzena de julho. As últimas empresas que manifestaram interesse formal na companhia de energia foram as norte-americanas Duke Energy e NRG, além da italiana Enel Power. As três cadastraram-se para o ''data room'' esta semana.
Entre os grupos que fizeram consultas informais, está o consórcio VBC, formado pelas empresas Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa. A primeira corporação a visitar a sala de dados foi a Endesa, da Espanha. Os executivos da companhia estiveram acessando os dados da Copel no primeiro dia de funcionamento.
Estão ainda cadastradas a alemã RWE, a belga Tractbel, a francesa EDF, a canadense Hydro Quebec, a americana AES e a estatal Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig), que só pode participar do leilão se estiver associada a outro grupo. A Lei de Privatizações impede que uma estatal brasileira concorra como majoritária no leilão. (AE)





