Edemar mostra disposição para negociar solução
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domingo, 12 de dezembro de 2004
Daniel Hessel Teich<br> Agência Estado 
São Paulo - Projetada para receber grandes festas, a mansão do banqueiro Edemar Cid Ferreira virou uma espécie de bunker onde só se discute um assunto: o atoleiro em que está metido o Banco Santos e se será possível sair dele. É no casarão de cinco andares e 4 mil metros quadrados de área construída, no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo, que Edemar se reúne com advogados, seus subordinados no banco, consultores e, eventualmente, representantes de clientes da instituição.
Desde a intervenção, há um mês, os Ferreira deixaram de receber a sociedade paulistana em seus salões, terraços e galerias. Antes da quebra do Banco Santos, eram comuns festas, jantares e chás da tarde nas dependências da mansão. Agora, apenas poucos amigos íntimos visitam a família.
A casa monumental está sempre cercada por seguranças. Quem fala com Edemar garante que o banqueiro está calmo e confiante. Na semana passada, contratou uma empresa, a Valora, para tentar reestruturar a dívida da instituição. Até deixou a mansão e foi à sede do banco para apresentar os representantes da empresa ao interventor do Banco Central, Vânio César de Aguiar.
''Ele está disposto a negociar e diz que se empenhará para que o caso se resolva da melhor forma possível'', diz Eduardo Farhat, diretor de recuperação corporativa da consultoria KPMG e representante de parte dos clientes do banco.


