ECT terá participação privada
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quinta-feira, 19 de junho de 1997
Agência Folha São Paulo 
Arquivo FolhaO ministro Sérgio Motta: modelo misto para privatizar a ECTO Ministério das Comunicações pretende abrir a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para a iniciativa privada até 1998. No ano passado, a ECT obteve lucro de R$ 132 milhões. Em 1995, havia registrado prejuízo de R$ 89 milhões. O novo perfil da empresa estudado pelo ministério não descarta sua privatização integral, mas aposta em um modelo misto, com participação de capital privado e estatal, para modernizar a área.
O anúncio foi feito ontem pelo ministro Sérgio Motta, durante o encerramento da 2ª Reunião de Ministros de Tutela do Setor Postal, em São Paulo. Estamos quase em fase final da mesma discussão que tivemos sobre o setor de telecomunicações. Há uma proposta até de privatização integral, mas, provavelmente, caminharemos para um modelo misto, com a presença de capitais privados e públicos, para a criação de uma empresa eficiente de serviços postais, disse Motta.
Ainda não existem dados concretos sobre o limite de participação da iniciativa privada, mas o projeto, segundo o ministro, deverá ser concluído até o fim do ano. O setor é muito diferente do de telecomunicações, em que você tem uma atratividade econômica brutal. O problema é regulamentar a guerra de capitais. A ECT tem um setor que não tem atratividade econômica. Por isso, acho que caminha para o capital misto. Pretendemos negociar o novo modelo no ano que vem.
Os planos para a ECT incluem ainda a remecanização do serviço de correios, informatização das agências, implementação de uma nova rede postal noturna, a renovação do sistema de transportes e um programa de investimentos.


