Econorte nega acordo com Sindicato de Jataizinho
Econorte nega acordo com
Sindicato de Jataizinho
Redação
A Diretoria da Econorte negou ontem notícia divulgada pelo Sindicato Rural de Jataizinho, através deste jornal, segundo a qual a empresa vai conceder 40 vales/mês para garantir trânsito livre aos produtores na praça de pedágio localizada em Jataizinho. Esclareceu que manteve contato com o presidente do Sindicato Rural, Luiz Hiroshi Shimizu, de quem solicitou informações para estudar a situação dos proprietários de terra daquela região. A concessionária quer saber, por exemplo, o tamanho das propriedades e demais dados necessários para avaliar se estes proprietários têm ou não condições de pagar a tarifa. O objetivo é fazer análises individuais, levantando o perfil de cada um e procurando detectar quantas vezes o produtor necessita utilizar a rodovia em função da atividade no campo. Até agora - informa a Econorte -, Shimizu não passou as informações solicitadas pela Econorte, o que impede a empresa de estudar a situação dos proprietários da região.
Estranhamos muito a informação publicada ontem de que teria sido feito um acordo para isentar o pedágio, uma vez que Shumizu sequer nos forneceu os nomes dos produtores, reclamou Júlio Folkenand, diretor de Operações da Econorte. Acrescentou que ainda não há qualquer acordo neste sentido e nenhuma garantia de que ele vá acontecer. Há, sim, uma disposição da concessionária em estudar cada caso, segundo explicou Folkenand.
Diferente do que está acontecendo no âmbito patronal, o diálogo com o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Jataizinho tem sido bastante produtivo, informa nota da Econorte. Na semana passada, atendendo solicitação da concessionária, o presidente da entidade, Luis Brandão, apresentou uma lista com o nome dos trabalhadores e um mapeamento das propriedades. Todos estes dados já estão sendo analisados pela concessionária. Faltam dados mais específicos sobre a forma que cada um destes agricultores utiliza a rodovia e o Sindicato se comprometeu em nos fornecer, informa o diretor da Econorte.
Folkenand explica que, para tomar qualquer posição, a Econorte precisa conhecer tanto a realidade dos trabalhadores como a dos proprietários rurais. É importante frisar que vamos estudar caso a caso. E já estamos fazendo isto com relação aos trabalhadores porque o presidente daquele sindicato sim é que tem colaborado com o nosso trabalho, disse.





