Em setembro, o dólar rapidamente voltou a se valorizar em relação ao real, causando nervosismo em diversos segmentos. Em menos de um mês, a moeda americana valorizou mais de 17% e rompeu a barreira de R$ 1,90 no seu valor comercial e R$ 2 no paralelo. A cotação do dólar comercial chegou a atingir ontem R$ 1,95, subindo quase 5%. Porém, o Banco Central (BC) realizou leilão de venda ontem, a moeda diminuiu o ritmo e fechou em R$ 1,89 (+2,2%).

A ascensão abrupta da moeda causou receio de um possível aumento da inflação, prejuízos de empresas com dívidas em moeda estrangeira e endividamento de consumidores. Outro temor é que a inflação ultrapasse as metas estipuladas pelo governo. Se o dólar continuar forte, existe a possibilidade do IPCA ultrapassar o teto da meta de 6,5% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Por que o dólar subiu tanto? Esse clima de nervosismo deve perdurar? Saiba mais na matéria de Victor Lopes.

Leia mais:

Devido à alta no dólar, gastos com cartão de crédito sobem 15%

mockup