Economistas são cautelosos e ainda não falam em choque
São Paulo - O primeiro choque do petróleo ocorreu em 1973, quando os países produtores diminuíram abruptamente a produção e embargaram as vendas para os EUA e a Europa, que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur. O segundo choque foi em 1979, com a paralisação da produção iraniana, por causa da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini.
Desta vez, os economistas afirmam que ainda não se pode falar em um ''choque do petróleo'', mas sim de um aumento gradual dos preços, ainda que rápido. Em primeiro lugar, em termos reais (descontada a inflação), a cotação atual do petróleo ainda está bem abaixo dos preços que vigoravam às vésperas da Guerra do Golfo. Em setembro de 1990, o barril estava cotado em US$ 41,15, que, em valores de hoje, seriam US$ 58,26 - bem acima dos preços atuais. ''Eu consideraria o barril a US$ 50 um choque'', disse o economista Stephen Roach, do Morgan Stanley, em seu último relatório.
Choque ou não, os preços já estão causando estragos. ''As companhias aéreas já estão repassando aumentos para os passageiros e os produtos baseados em petróleo ou que precisam de uso intensivo de energia, como plásticos, químicos, e metais, vão ficar bem mais caros'', diz Alexander Wöstmann, presidente da Consultoria Alexander's Gas & Oil Connections.





