São Pau­lo - Os eco­no­mis­tas ou­vi­dos pe­lo Ban­co Cen­tral na pes­qui­sa Fo­cus re­du­zi­ram as pre­vi­sões de cres­ci­men­to da eco­no­mia de 2% pa­ra 1,8% em 2009, de­vi­do aos efei­tos da cri­se fi­nan­cei­ra.
  O re­sul­ta­do es­tá abai­xo dos 3,2% es­ti­ma­dos pe­lo pró­prio BC e dos 4% pre­vis­tos no Or­ça­men­to des­te ano pa­ra o cres­ci­men­to do PIB (Pro­du­to In­ter­no Bru­to, so­ma das ri­que­zas pro­du­zi­das). Pa­ra 2010, es­tá pre­vis­to um cres­ci­men­to de 3,8%.
Jun­to com a de­sa­ce­le­ra­ção da eco­no­mia, os ana­lis­tas fi­nan­cei­ros tam­bém es­pe­ram uma que­da ­maior da ta­xa bá­si­ca de ju­ros nes­te ano. De acor­do com o le­van­ta­men­to rea­li­za­do na se­ma­na pas­sa­da, a pre­vi­são pa­ra a ta­xa Se­lic no fi­nal do ano ­caiu de 11% pa­ra 10,75% ao ano.
  Em ja­nei­ro, o Co­pom (Co­mi­tê de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria do Ban­co Cen­tral) cor­tou a ta­xa Se­lic de 13,75% pa­ra 12,75% ao ano. Foi o ­maior cor­te de ju­ros em cin­co ­anos, mo­ti­va­do pe­la de­sa­ce­le­ra­ção da eco­no­mia ve­ri­fi­ca­da nos úl­ti­mos me­ses.
In­fla­ção
  Em re­la­ção às pre­vi­sões de in­fla­ção, a ex­pec­ta­ti­va pa­ra o IP­CA (Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo), que ser­ve co­mo me­ta pa­ra o BC, ­caiu de 4,64% pa­ra 4,60% (2009), e fi­cou em 4,5% pa­ra 2010. A me­ta de in­fla­ção é de 4,5%, po­den­do che­gar a 6,5% no in­ter­va­lo de to­le­rân­cia (te­to da me­ta).
  Pa­ra es­te ano, a ex­pec­ta­ti­va do mer­ca­do pa­ra o IGP-DI (Ín­di­ce Ge­ral de Pre­ços - Dis­po­ni­bi­li­da­de In­ter­na) fi­cou em 4,49%; o IGP-M (Ín­di­ce Ge­ral de Pre­ços - Mer­ca­do) re­cuou de 4,41% pa­ra 4,24%. O IPC (Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor) da Fi­pe (Fun­da­ção Ins­ti­tu­to de Pes­qui­sas Eco­nô­mi­ca) fi­cou em 4,50%.
A pre­vi­são pa­ra o dó­lar no fim des­te ano fi­cou em R$ 2,30. Pa­ra 2010, es­tá em R$ 2,29.
  A es­ti­ma­ti­va pa­ra a pro­du­ção in­dus­trial se man­te­ve em 2%. Pa­ra o pró­xi­mo ano, re­cuou de 4,05% pa­ra 4%.
  Pa­ra o sal­do da ba­lan­ça co­mer­cial, ­caiu de US$ 14,5 bi­lhões pa­ra US$ 14 bi­lhões. A ex­pec­ta­ti­va pa­ra o dé­fi­cit em con­ta cor­ren­te nes­te ano fi­cou em US$ 25 bi­lhões. Os in­ves­ti­men­tos es­tran­gei­ros di­re­tos fi­ca­ram em US$ 23 bi­lhões.

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