Ariel Palácios
Da Agência Estado
Dar tranquilidade aos mercados: essa é a intenção do presidente eleito da Argentina, Fernando de la Rúa, ao designar economistas de primeira linha para ocupar quatro de dez ministérios. Desta forma, o presidente eleito pretende indicar que a estabilidade econômica e a disciplina fiscal serão a prioridade de seu governo. Nunca antes na História do país houve uma presença tão ostensiva de economistas em um gabinete. O anúncio dos nomes dos ministros poderá ser feito formalmente hoje.
Os economistas não estarão necessariamente em sua costumeira área de ação: somente José Luis Machinea, ex-presidente do Banco Central no período que antecedeu a hiperinflação do governo do presidente Raúl Alfonsín, o fará, ocupando o Ministério da Economia.
O economista Adalberto Rodríguez Giavarini, estará fora de sua tradicional área: será o ministro das Relações Exteriores. Giavarini foi o responsável pelo fim do déficit da cidade de Buenos Aires. O vice-chanceler também será um economista: Horacio Chighizolla. Juan Llach, que foi vice-ministro da Economia do ex-ministro Domingo Cavallo, foi indicado para ocupar o ministério da Educação. Polêmica, sua designação causou irritação nos setores da esquerda da coalizão Aliança UCR-Frepaso, que esperavam alguém mais aberto a um aumento salarial para os professores públicos.
O economista Ricardo López Murphy está sendo indicado como um inusitado futuro ministro da Defesa, setor que já passou por drásticos cortes orçamentários. No entanto, López Murphy poderia ocupar a pasta da Infra-estrutura.

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