Economistas avaliaram positivamente o acordo fechado ontem com o FMI. Uma das diferenças desse acordo em relação a outros é a parcela significativa de recursos que estará disponível para o País quase que imediatamente. São R$ 9 bilhões agora e a mesma quantia no início de 99, antes mesmo da primeira revisão trimestral do acordo.
Para o economista do Lloyds Bank, Adauto Lima, a liberação imediata do dinheiro revela que os técnicos do Fundo admitiram que não poderiam fazer um acordo sujeito às metas de curto prazo. Segundo o economista-chefe do BMC, Marcelo Allain, o desembolso imediato do dinheiro acalma os mercados. Além da quantia elevada, o economista-chefe do Banco Santander, Denny Rapapport, destaca a exigência apenas de metas fiscais, sem restrições em relação à política cambial e monetária. ‘‘Não é um pacote com muitos condicionantes. É uma vitória do governo brasileiro’’, afirma.
Para o economista do Santander, a confirmação dos US$ 41 bilhões, um volume bastante expressivo, dá tranquilidade ao mercado internacional, na sua avaliação. Mesmo a parcela inicial, de US$ 9 bilhões, é considerada suficiente para tranquilizar os investidores sobre o nível de reservas brasileiras.

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