Economistas defendem juro menor
A elevação das taxas de juros ou a manutenção da política atual será extremamente danosa ao País. Esta opinião foi unânime entre os quatro economistas - Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central, Luciano Coutinho, professor da Unicamp, e Juarez Rizzieri, diretor-presidente da Fipe - que discutiram ontem os destinos da economia brasileira a partir da adoção do câmbio livre.
Segundo os quatro economistas, o governo deveria adotar o mais rapidamente possível uma política de redução dos juros para evitar tanto a inflação como o aumento da desconfiança dos investidores externos sobre a solvência da dívida interna. Todos também foram unânimes em afirmar que isto deverá ser feito no máximo em dois ou três meses.
Ao contrário da iminente elevação das taxas de juros, como anunciou o governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI), esses economistas acham que esta saída não será a garantia contra uma desvalorização maior do real ou mesmo de um recrudescimento da inflação. Aumentar os juros, seria uma opção suicida.
Os economistas convergiram sobre a existência de condições para redução dos juros. De acordo com Senna, seria perfeitamente possível se ter juros de 15% no início do segundo semestre. A previsão de Coutinho é de que as taxas poderiam estar um pouco abaixo, chegando aos 13% ou 14%. Delfim compartilhou da previsão, prevendo taxas entre 12% a 17% no meio do ano.Arquivo FolhaOpinião de pesoO ex-ministro Delfim Netto: taxas de juros devem ficar entre 12% e 17% até a metade do anoAgência Estado





