Economistas citam pontos desfavoráveis
Na visão de Samuel Pessôa, a Argentina fez reformas microeconômicas importantes, mas adotou o câmbio fixo, um regime macroeconômico errado, que só funciona em condições externas muito favoráveis. Quando o clima internacional piorou, na segunda metade dos anos 90, o país caiu numa armadilha da qual só conseguiu sair, de forma traumática, com o fim da paridade cambial e o calote, em 2001 e início de 2002. Passado os efeitos do trauma, a Argentina se beneficia novamente dos avanços microeconômicos.
Isso não quer dizer, porém, que o atual ritmo de crescimento seja sustentável. Para muitos economistas, a erosão do ambiente regulatório - o presidente Néstor Kirchner congelou tarifas públicas, reviu contratos e estatizou empresas - e a política monetária muito frouxa podem minar o potencial de crescimento do país.
João Maurício Rosal, analista da Argentina em São Paulo do Raymond James, banco de investimentos americano, nota que a taxa de juros real no país é negativa e a inflação está contida artificialmente por controles de preços. (F.D./AE)





