Economista vê preocupação com a Selic
O presidente do Sindicato dos Economistas de Londrina, Ronaldo Antunes, afirma que as medidas do governo para ampliar a produção de etanol revelam também uma preocupação com a taxa básica de juros, a Selic, e com a Petrobras. Ele diz que o benefício se estenderá à recuperação da confiança de investidores na petroleira de controle estatal, sem que ocorra reajuste e a consequente elevação da inflação. "Mostra que o governo não quer abrir mão da conquista da taxa de juros mais baixa."
Antunes lembra que a presidente Dilma Rousseff foi muito criticada pela interferência nos custos da gasolina, para conter a inflação. "O preço das ações da Petrobras caiu muito e prejudicou os investimentos. Mas hoje (ontem) já vemos um crescimento do valor na Bolsa de Valores."
Ele explica que a criação de um crédito tribuário sobre o PIS/Cofins do etanol funciona como uma desoneração, mas que serve como um instrumento de controle dos investimentos na produção. "O número de fornecedores é menor e é mais fácil acompanhar o mercado, diferentemente dos alimentos, que têm muitos."
A renúncia fiscal de R$ 970 milhões neste ano e de R$ 1,181 bilhão nos próximos que o crédito representa, porém, não deve ser de risco elevado para o governo. O economista diz que, como outros países têm sofrido mais com a crise, a possibilidade de redução do superavit com a arrecadação menor não afeta tanto as perspectivas de investimentos no País.
Setor químico
A redução de PIS e Cofins para o setor químico, também anunciada ontem, será de 5,6% para 1% na compra de matéria-prima da chamada primeira geração e de insumos na segunda geração. A indústria ainda continuará com o direito de receber um crédito tributário de 9,25%. Assim, outros elos da cadeia sucroalcooleira ganharão competitividade com os produtos fabricados nos Estados Unidos. A redução vai vigorar até 2018. (F.G./Com Agência Estado)





