Curitiba - O economista da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Leonardo Diz, também recomenda cautela ao interessado em adiantar junto aos banco o 13º salário. Ele reforça que o empréstimo só vale a pena se for para quitar uma dívida com juros maiores.
O trabalhador também não deve descartar o risco de ser demitido, situação em que receberá somente o 13º proporcional ao período trabalhado no ano. Mas, o empréstimo terá que ser quitado como se o recebimento fosse integral.
Segundo informações da Pro Teste, o dinheiro da antecipação pode sair muito caro, pois, além dos juros médios de 4% ao mês, ainda é cobrada a taxa de abertura de crédito (TAC) que pode chegar a R$ 150. Ele destacou ainda que para fazer este tipo de empréstimo é necessário já ter ou abrir uma conta nos bancos. A abertura da conta só para obter o empréstimo pode sair mais caro ainda, levando-se em conta os custos de manutenção da conta corrente.
No Banco do Brasil, a linha de crédito já está disponível para valores de até R$ 5 mil. A TAC varia de R$ 50 a R$ 150. O pagamento do empréstimo deve ser feito em parcela única quando a pessoa recebe o 13º salário. A taxa de juros cobrada é de 2,95% ao mês. Segundo o banco, a procura maior começa a partir de setembro. O crédito só está disponível para os trabalhadores que recebem o salário através do banco.

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