Economista prevê retomada em abril
Apesar das previsões negativas para o início do próximo ano, dentro de 12 meses o Brasil deverá estar numa situação econômica bem melhor do que a experimentada nos últimos meses, segundo o economista-chefe do BankBoston, José Antonio Pena. Ele fez palestra ontem em Londrina sobre o tema 1999: Riscos e Oportunidades.
O ano que vem será de transição, disse Pena, que acredita na concretização do ajuste fiscal em 99. Para ele, o governo e a sociedade perceberam que não há mais como lançar mão da elevação da taxa de juros para defender a estabilidade econômica brasileira. Ninguém vai aguentar esta política monetária por uma quarta vez consecutiva. Já a usamos nas crises do México, Ásia e Rússia e, a cada vez que é utilizada, pega o organismo econômico mais fragilizado.
Embora existam riscos externos, esta pode ser uma ótima fase para os empresários assumirem posições como a compra de ativos que tiveram seus preços depreciados e que deverão se valorizar com a retomada da economia. Também é uma boa hora para a fusão entre empresas com dificuldades financeiras e as capitalizadas, disse Pena. Segundo ele, um dos principais riscos externos é um eventual movimento de ajuste para baixo da bolsa americana, que atingiria todos os outros países do mundo. O economista acredita que a economia brasileira deverá crescer a partir do segundo trimestre do próximo ano.
Trabalhando no BankBoston há 14 anos, Pena ocupa a posição de economista-chefe da instituição desde 1996. Ele atua na área de Macroanálise do BankBoston, elaborando e fornecendo análises e previsões econômicas e políticas aos clientes. O banco, que tem 57 agências espalhadas por 22 cidades brasileiras, conta com 80 mil correntistas. O patrimônio do Boston cresceu 38% nos últimos seis meses, atingindo US$ 644 milhões. O lucro foi de US$ 54 milhões - 60% maior do que no semestre anterior.Josoé de CarvalhoAno de transiçãoJosé Antonio Pena acredita que em doze meses o Brasil estará em uma situação econômica bem melhorCláudia Lopes





