Economista pede menos tributos para maquinário
A desoneração da indústria automotiva mantém a economia aquecida e os empregos de trabalhadores ligados a grandes sindicatos, mas é "mais do mesmo" e não atende às necessidades do País a longo prazo. A opinião é do professor de economia Azenil Staviski, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), para quem seria muito mais importante cortar tributos que incidem sobre bens de capital, que são máquinas e equipamentos que aumentam a produção.
Staviski afirma que a manutenção do benefício para caminhões é benéfica, porque há carência de frota e se trata de um tipo de veículo cuja depreciação é grande. No que diz respeito a automóveis, ele considera que seja uma medida mais política. "Beneficia a indústria do setor e os grandes sindicatos, que são os que mais fazem barulho. Também dá poder de compra à classe média, mas as cidades estão ficando intransitáveis."
Para o professor, o País cresceria mais com o barateamento de equipamentos para a indústria em geral. Assim, seria possível reduzir custos e aumentar tanto o número de empregos quando a competitividade. "O setor de cargas pesadas também poderia ser desonerado que teria um aspecto mais positivo", conta. (F.G.)





