Com base apenas no resultado de abril, não é possível dizer que o setor industrial vai se recuperar. A afirmação é do economista e integrante do Grupo Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento, Luciano D'Agostini. Para ele, o grande entrave para o crescimento da indústria ainda é o custo-país que envolve impostos, problemas com logística, juros elevados e salários altos em relação à produtividade brasileira.
''O governo realizou as desonerações fiscais, mas o Custo-Brasil permanece elevado e o setor industrial não consegue crescer de maneira robusta'', disse. Ele acredita que o crescimento registrado na indústria pode trazer impacto positivo no PIB, mas de forma leve. D'Agostini explicou que, como a indústria tem 13% de participação no PIB, para cada 1% de elevação, o PIB cresce apenas 0,13%.
Ele acredita que o crescimento não se sustente neste ano pois o governo teria que realizar mais desonerações e mexer na taxa de câmbio real. Além disso, seria necessária uma política de distribuição de renda mais intensa, a elevação dos salários reais e um controle maior da inflação, na opinião dele.
Para D'Agostini, a indústria brasileira deve crescer pouco em 2013. Ele diz que o País precisa fazer uma reforma do sistema educacional para aumentar a produtividade do trabalhador industrial. (A.B.)

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