O Brasil segue uma política econômica altamente corrosiva que concentra a riqueza nas mãos de poucos e multiplica a miséria. Esta é a opinião do economista e consultor empresarial Almir Rochembach que, amanhã, ministrará a palestra ''Dívida Pública: Como sair dessa!'', no Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), às 20 horas.
Segundo ele, a dívida pública é um dos maiores males enfrentados pelo País porque compromete a soberania nacional. Atualmente, ela abocanha 60% do Produto Interno Bruto (PIB). No final de 2003, a União e os Estados deviam R$ 913 bilhões, dos quais R$ 727 bilhões (80% do total) internamente e R$ 186 milhões para instituições estrangeiras.
A sugestão de Rochembach é pagar essa dívida de maneira escalonada a partir das menores pendências. ''Dessa forma, criaríamos uma expectativa favorável para a redução na taxa de juros o que ajudaria muito os Estados com dívidas maiores'', completou o economista.
O estudo sobre a dívida pública começou quando Rochembach procurava um modelo alternativo de reforma tributária. Convencido que a política econômica vigente seria um grande obstáculo a qualquer mudança, ele resolveu aprofundar seus conhecimentos a respeito do assunto e concluiu que o ''caminho está errado''. Para o economista, o maior vilão é o próprio governo que utiliza 80% da nossa reserva para atender os interesses de organismos externos que exploram o País em empréstimos consecutivos.
''Alta taxa de juro nunca vai combater a inflação que somente cairá com o excesso de produção. O crescimento da dívida ativa (valor a receber) do governo é 14% maior que a passiva (valor a pagar). Considerando que a média da receita extraordinária é de R$ 22,4 bilhões/ano, poderíamos quitar a dívida de 22 Estados em apenas cinco anos'', explicou. A palestra será aberta à comunidade, mas é preciso confirmar presença pelo telefone: (43) 3348-3100.

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