Para o economista Luiz Eduardo Sebastiani do Conselho Federal de Economia, os juros cobrados nos financiamentos de carros ainda são elevados, quando comparados com a depreciação que tem o veículo no período que está financiado. O economista reconhece que os juros cobrados pelos bancos das montadoras são os mais baixos do mercado e que no momento atual é uma das poucas alternativas para o consumidor adquirir um carro novo. Mas lembra que o consumidor deve estar consciente que na compra de um veículo popular, com taxa média de 2% ao mês, estará pagando 26,8% de juros ao ano. Se a taxa de juros subir para 2,29%, o consumidor estará pagando uma taxa de 31,2% de juros no mesmo período.
Em quatro anos, essa conta fica bem pesada e supera qualquer aplicação financeira, ressalta o economista. Sebastiani não vê problemas de inadimplência porque os juros já estão embutidos nas prestações, que são fixas e regulares. O consumidor raciocina se a pretação cabe em seu orçamento. O único problema é se houver uma perda no emprego ou da renda que está permitindo o pagamento do financiamento, diz. (V.C.)

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