Os cidadãos, que não serão beneficiados pela ''MP do Bem 2'', ainda podem sofrer os reflexos negativos da medida, embora o assunto ainda não tenha sequer sido tocado. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que em casos de renúncia fiscal, o governo deverá cortar gastos de outras áreas. E conforme lembra o economista Ismael Mologni, isso pode implicar na redução do orçamento da educação, saúde, cultura e muitas outras áreas.
''O governo já deveria ter indicado onde haveriam os cortes, mas ninguém falou disso ainda. Não há milagre'', afirma. Aliás, na sua opinião, essa MP foi editada por um ''governo acuado'', que não pode mudar a atual política monetária e nem baixar a taxa Selic de juros.
Os prestadores de serviços não foram incluídos na medida. Todos os profissionais, independente do faturamento da empresa estabelecida, continuarão tendo que pagar a mesma alíquota. Somente as sociedades profissionais serão definitivamente enquadradas como pessoas jurídicas deixando, portanto, de contribuir com taxas previdenciárias. (F.M.)

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