O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, disse à Agência Estado que o IPCA-15 de julho aponta para uma deflação de 0,05% no IPCA de julho. Segundo ele, a inflação deve fechar o ano em 5,8%, abaixo do teto da meta estabelecido pelo Banco Central (6,5%), mas acima do centro da meta (4,5%).
Rosa destacou no índice a queda de 0,55% nos itens de Transporte e a baixa de 0,18% em Alimentos. "A redução em Transportes ocorreu como reflexo da revogação das tarifas de transporte urbano (após as manifestações que se espalharam pelo País) e a baixa nos alimentos se deu pela sazonalidade."
Segundo o economista, porém, a inflação ainda é preocupante e "o Banco Central não pode descansar". Por isso, ele espera que a taxa básica de juros seja elevada de 8,5% ao ano atualmente para 9,25% até o fim de 2013. Rosa estima uma alta de 0,50 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 28 de agosto, e de 0,25 ponto porcentual em 9 de outubro.
Márcio Massaro, economista e professor da PUC-Londrina, acredita que, se houver uma deflação neste mês, não será motivo para comemoração. "Seria de se estranhar, um sinal perigoso de recessão", acredita. Para ele, a tendência é de estabilidade nos preços nos próximos meses. (N.B.)

mockup