A Economist Intelligence Unit (EIU), consultoria internacional ligada à revista The Economist, ao analisar os desafios enfrentados pelos mercados emergentes para honrar suas dívidas no restante deste ano e em 2002, alertou que a Argentina, a Turquia e o Brasil são os países que correm o maior risco de um default (calote). Na avaliação da consultoria, esses três países, além de volumosas dívidas externas com vencimento nos próximos 18 meses, também terão que enfrentar uma agenda apertada e substancial de pagamentos da dívida doméstica.
Num ranking dos quinze países emergentes com maiores necessidades de financiamento externo em 2001 e 2002, a EIU colocou o Brasil em segundo lugar. O País necessita US$ 42,2 bilhões em 2001 e US$ 44,4 bilhões em 2002. O primeiro lugar é ocupado pelo México.
Pedro Malan, ministro da Fazenda, rebateu a previsão. ‘‘Não existe a menor possibilidade de risco de calote na dívida externa brasileira’’, disse ontem, por meio de sua assessoria. O ministro afirmou que o relatório será analisado para ser respondido tecnicamente. Malan lembrou que em regimes de câmbio flutuante como o brasileiro não existe a defesa de uma determinada cotação para o dólar, como diz o relatório. (AE)

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