Curitiba - O chefe do escritório do Ministério das Relações Exteriores em Curitiba, Sergio Couri, confirma que ''há uma assimetria entre o Paraguai e o Uruguai e as economias maiores, Brasil e Argentina'', mas que a atual fase do Mercosul é descobrir um modo de ''alavancar as economias menores'', através de programas regionais. ''Não que eles tenham a pujança do Brasil e da Argentina, por exemplo, mas nós vamos induzir vantagens competitivas para o Paraguai e o Uruguai'', disse.
Para o professor da UnB José Alves Donizeth uma das vantagens da inclusão da Venezuela estaria justamente na melhoria de tais economias. ''A Venezuela é quem mais investe na região. Ela investe principalmente na infra-estrutura de países da América do Sul'', revela.
Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, esteve em Montevidéu, no Uruguai, anunciando um programa de apoio aos países de economias menores. Já em relação ao fato do Uruguai procurar negócios comerciais com outros países, a exemplo dos EUA, Couri acredita que ''existe a possibilidade de acomodação''.
Parlasul - O professor Donizeth afirma que as ''dificuldades são bastante naturais'' e que conflitos semelhantes sempre existiram no Mercosul. Mas admite que para solucionar o problema é preciso resolver a ''precariedade institucional''. Ele lembra que o Mercosul não possui hoje instâncias internas destinadas para a discussão de temas.
Uma das idéias hoje discutidas dentro do grupo é a criação do Parlamento do Sul, o Parlasul, cujo objetivo seria eleger parlamentares encarregados de apresentar soluções para os conflitos internos e para melhorar a integração entre os países. A previsão, no entanto, é que o Parlasul seja implantado efetivamente somente no ano de 2014. (C.S.)

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