Para fazer uma festa sem gastar muito, a melhor regra é o bom senso, opina a professora de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lúcia Helena Miglioranza. Para ter realmente um ganho, ela diz que é melhor conhecer a procedência dos ingredientes que serão usados e armazená-los da melhor forma possível para garantir a qualidade. ''Muita gente só pensa no custo, mas tem que se pensar do ponto de vista de higiene, da qualidade para que os produtos não causem nenhum mal estar às crianças. Isso é um ganho'', ensina.
Os custos dos ingredientes semi-processados ficam mais em conta, sem dúvida, mas vai depender, segundo Lúcia Helena, da infraestrutura que a pessoa tem e da disponibilidade de tempo para fazer em casa. ''Se for optar por ingredientes semi-processados devem ter a melhor procedência de fábrica. Se for fazer algum tipo de salgado, também deve se pesar muito a procedência, no caso de salsichas para cachorro quente principalmente'', explica Lúcia Helena.
Cuidar de toda a comida é uma saída para fazer com que essas festas não saiam tão caro que acabem com a sua diversão, porém, a professora dá dicas de como economizar com a decoração, usando a mão-de-obra da própria família. ''Para encher as bexigas, por exemplo, nada que dois ou três cunhados não resolvam entre um bate-papo e umas latinhas de cerveja. Convide-os para tomar uma cerveja que eles se mostrarão os melhores enchedores de bexiga'', sugere Lúcia Helena em tom humorado. ''Nesses casos, é preciso usar a criatividade. Chame também os primos mais velhos para ajudar e os próprios filhos para enrolar os docinhos com alguns dias de antecedência. Essa pré-festa pode ser até mais divertida'', observa ela.
Lúcia Helena recomenda ainda que a pessoa acesse algum site com sugestões de decoração de festa. ''Muitos ensinam a fazer os enfeites e nem precisa ser artista. Papel collor set colorido, isopor, cartolinas entre outros materiais são baratos e deixam a festa bonita'', avalia. Se for fazer pesquisa de preço, a professora recomenda que se faça por telefone para não gastar combustível indo de um lugar para o outro.
Outro aspecto bem destacado pela professora é com relação a disponibilidade de quem vai fazer a festa. ''Se a pessoa só tem as noites ou os finais de semana livres, ela deve se programar e se planejar para dar conta de tudo isso, senão o barato acaba saindo caro'', comenta. (V.B.)

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