Apesar de a Polônia ter recebido, nos últimos 14 anos, injeção de US$ 60 bilhões em sua economia, dos quais 70% vieram dos países da Europa, ela ainda carece de investimentos, especialmente de capital estrangeiro. A informação é do ministro das Relações Exteriores da Polônia, Wlodzimierz Cimoszewicz, que esteve, na noite de terça-feira, na Associação Comercial do Paraná, e foi recebido pelo presidente da entidade, Marcos Domakoski, e pelo governador em exercício Orlando Pessuti.
Segundo Cimoszewicz, que de 1996 a 98 foi Primeiro Ministro em seu país, a transformação da economia polonesa foi marcante na última década e atualmente está totalmente voltada para o mercado, com dois terços do seu Produto Interno Bruto (PIB) vindo do setor privado, que responde por 90% das exportações da Polônia.
Para ele, esta mudança de perfil (antes as empresas eram estatizadas) foi vital para a economia, com o surgimento de 2 milhões de empresas após a privatização. ''Setenta por cento de nossa exportação vão para a União Européia. É uma prova cabal da modernização da nossa indústria, serviços e comércio''. Domakoski lembrou que tanto o Brasil como a Polônia buscam uma política externa capaz de reduzir tensões internas e internacionais, procurando um mundo com maior equilíbrio econômico, social e político.
A partir de 1º de maio de 2004, a Polônia fará parte da União Européia, depois de cinco anos de negociações com os países componentes do bloco. ''Em uma economia livre, não são os governos que fazem negócios, mas eles devem apoiá-los. Nosso ingresso na União Européia acelerará a velocidade do crescimento econômico polonês'', afirmou Cimoszewicz, acrescentando que há também, com a transformação do perfil econômico de seu país, maior facilidade de negócios com os países do Mercosul, especialmente o Brasil, que tem laços culturais muito fortes com a Polônia. ''O Brasil, e principalmente o Paraná, tem lugar tanto em nossa mente quanto em nosso coração''.
O presidente da ACP frisou que é notável a preocupação da política externa da Polônia em estabelecer intercâmbios com outras regiões, depois de sua abertura de mercado. Especialmente com países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da América Latina e de seus vizinhos do Leste europeu.

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