Economia nos trilhos
O Brasil mantém as metas de crescimento para o ano pouco abaixo das projeções feitas em janeiro, sem outro aferidor que não os parâmetros do próprio governo. Manter as metas de crescimento é ficar na defensiva como a manutenção de juros conservadores sem ousar com taxas que acenem para investimentos sociais, aumento do consumo de bens duráveis ou não duráveis.
É continuar sem ambição, com ações modestas, para não dizer apenas medíocres. Isto se encaixa bem no perfil e estilo do governo FHC, que não avança além da opção preferencial pelo deixa como está para ver como fica.
Seguinte, numa dessas análises do Banco Central sobre o mercado e a evolução dos índices de preços e outros indicadores da economia, os dados do último levantamento, apontam para uma economia bem comportada, sem solvancos. Mas atambém sem crescimento da produção, digamos. Fogo baixo para o bolo não crescer; se cresce, tem que dividir.
Em relação ao crescimento da economia, são mantidas as mesmas previsões da semana passada, de 3,45%. Também permaneceram as projeções sobre o desempenho da balança comercial que, segundo prevêem os bancos, deverá fechar o ano com um superávit de US$ 2,55 bilhões. Até agora, o governo não reviu a previsão de um superávit de US$ 4 bilhões para a balança comercial.
A pesquisa do BC constatou também que as instituições reviram para baixo as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para junho.
Os dois índices estavam previstos fechar o mês em 0,60% e, na nova pesquisa, o IPCA caiu para 0,50% e o INPC para 0,45%. Para julho, no entanto, as estimativas dos bancos para o IPCA passaram de 0,73% para 0,78%.
Outra retração nas estimativas dos bancos foi para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) deste mês que passou de 0,38% para 0,30%. Em compensação, subiram as previsões para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) que passaram de 0,61% para 0 65%.
Nas projeções para o desempenho dos índices no ano, as instituições fizeram revisões em três deles. O IGP-DI que até a semana passada estava previsto para ficar em 6,79% passou para 6 80%. No IPC-Fipe as estimativas foram alteradas de 5,06% para 5 09%. Houve retração, no entanto, nas projeções para o INPC que passou de 5,80% para 5,50% enquanto o IPCA foi mantido em 6%.





