Segundo expectativa da ONU, a economia mundial crescerá este ano 3,5%, diante de 2,7% em 1999, após a recessão de 1997 e 1998. ‘‘O processo de recuperação da economia mundial, que se iniciou em 1999, vai se consolidar e se aprofundará em um futuro próximo’’, afirma o último relatório da ONU, divulgado semana passada.
Ian Kinniburgh, diretor de Análises Políticas do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), dos Estados Unidos, acrescenta que espera-se que a nova economia (tecnológica) agregue cerca de US$ 100 bilhões por ano à produção total.
O documento, intitulado ‘‘A Economia Mundial em 2000’’, também revela que o crescimento dos Estados Unidos nos últimos anos demonstra que os rápidos avanços em matéria de tecnologia da informação ajudarão a consolidar o crescimento econômico nos países que souberem tirar vantagem nessa área.
A economia da América Latina, América do Norte, do Sul e do Leste da Ásia e da Europa continuará numa linha ascendente. O crescimento das nações industrializadas do mundo será de 3% este ano, contra 2,6% em 1999, enquanto que o Produto Interno Bruto dos países do ex-bloco soviético crescerá 3,7%, contra 2,1% em 1999.
O panorama mais significativo corresponderá aos países em desenvolvimento, que crescerão 5,2% em 2000, contra 3,4% no ano passado. Esse crescimento é atribuído, fundamentalmente, às fortes economias do Sul e Sudeste asiáticos. As economias da China e da Índia, que cresceram entre 6% e 7% nos últimos anos, continuarão mantendo esse ritmo até, pelo menos, metade de 2001.
A única exceção nessa parte do mundo é a Indonésia, onde a economia ainda não alcançou o caminho da recuperação. A produção na África aumentará 4,2% este ano, mas esse crescimento se distribuirá de forma desigual. A produção per capita cairá em 2000 em seis países subsaarianos, bem como em 14 dos 48 países mais pobres do mundo.
Entre os sinais positivos figura o aumento do fluxo de capital privado. O volume do comércio mundial crescerá cerca de 8% por ano diante de menos de 5% em 1999 e 3% em 1998.
O estudo ressalta que a situação do trabalho também vai melhorar em todo o mundo, inclusive na Europa Ocidental, onde o desemprego caiu para menos de 10% em 1999, pela primeira vez desde 1992.
Apesar do otimismo, o relatório adverte que a economia mundial é vulnerável a potenciais sobressaltos. É possível uma oscilação das principais moedas, caso o mercado se torne inquieto diante de crescentes e insustentáveis desequilíbrios comerciais nos principais países.

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