Economia mundial ainda corre risco de recessão
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Agência Estado 
Genebra - A economia mundial deve crescer 2,4% em 2010, mas pode voltar a encolher se os estímulos oferecidos pelos governos forem cortados muito cedo, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado ontem. Segundo o documento, chamado ''Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2010'', a remoção ''prematura'' de auxílios estatais à economia pode provocar uma segunda recessão.
O Produto Interno Bruto (PIB) mundial encolheu 2,2% em 2009, de acordo com estimativas preliminares de órgãos econômicos da ONU. ''Partindo da premissa de que haverá uma política global de continuidade dos estímulos, prevemos um crescimento de 2,4%'' para 2010, informou o relatório. A ONU alertou que a recuperação é desigual e que a sustentabilidade do crescimento é frágil, já que a demanda dos consumidores e os investimentos ainda estão fracos e o desemprego continua aumentando.
De acordo com a organização, os governos comprometeram US$ 2,6 trilhões em medidas de estímulo à economia entre 2009 e 2010 e a remoção precoce dessas provisões pode prejudicar a atual retomada no crescimento. ''A recuperação na demanda doméstica ainda é incompleta, na melhor das hipóteses, em muitas economias e está longe de ser autossustentada'', informou o documento. ''Grande parte da recuperação na economia real deve-se ao forte estímulo oferecido pelos governos em uma série de países desenvolvidos e em desenvolvimento.''
Segundo a ONU, a produção industrial voltou a subir por refletir o processo de estocagem das empresas após um período de esvaziamento desses estoques e a disparada das ações desde março de 2009 deve ser interpretada com cautela. ''A recuperação mais forte que a esperada nos preços das ações em todo o mundo pode ocultar o fato de que ainda há problemas nos setores financeiros de grandes economias, ocasionando restrições na oferta de crédito e potencialmente levando a mais falências de instituições financeiras num futuro próximo'', afirmou o relatório.


