Economia global entra em fase crítica, diz Khler
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Horst Köhler, afirmou, em Washington, que a Argentina precisa esboçar com mais detalhes seus planos de recuperação econômica, caso queira restaurar a confiança sobre sua combalida economia. Em uma entrevista coletiva, Köhler afirmou que espera que o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, forneça mais detalhes sobre seus planos durante os encontros do FMI e do Banco Mundial no final desta semana, em Washington.
O diretor-gerente afirmou que a Argentina continua em uma situação difícil e que o país é um elemento no cenário complicado da economia global. Köhler afirmou ainda que os investidores e credores precisam dar espaço para que a Argentina siga a sequência certa dos passos rumo à recuperação.
A sequência certa seria que o governo argentino, e não particularmente Cavallo, especificasse quais são suas diretrizes, observou Köhler. Eu acho que o enfoque dado por Cavallo em sua chegada ao governo, concentrando e focando na competitividade da economia argentina, está correto e os mercados devem observar o que está acontecendo, afirmou.
Köhler reiterou que Cavallo não pediu ao FMI mais dinheiro além dos US$ 14 bilhões que o país já conseguiu no financiamento de emergência concedido em dezembro. Nas últimas 24 horas, o Departamento do Tesouro dos EUA e a Casa Branca também informaram que a Argentina não fez pedidos de novos empréstimos.
Crise globalA economia global está entrando em uma fase crítica que exigirá ações determinadas tanto dos países desenvolvidos como das nações em desenvolvimento com o objetico de assegurar que o esfriamento não se prolongue, conforme avaliação do diretor-gerente do FMIö. Ainda durante a entrevista coletiva que concedeu pela manhã, em Washington, Köhler fez observações sobre a acentuada desaceleração dos Estados Unidos e disse que ainda é cedo para afirmar qual é o contágio que esse esfriamento terá no resto do mundo.
Mesmo assim, Köhler disse que acredita que os EUA vão se recuperar no final deste ano e ao longo de 2002 em virtude do binômio formado pelos alívios da política monetária promovidos pelo Federal Reserve e pela proposta de corte de impostos.





