Economia global
ROTA OBRIGATÓRIA
Maurício Botelho (foto abaixo), presidente da companhia, tinha anunciado desde meados do ano que sua empresa buscava um ‘‘associado estratégico’’, que lhe permitisse desenvolver suas atividades e ‘‘ser mais forte nos mercado internacionais’’. O mesmo Botelho esclareceu, depois que foi pactada a venda das ações, que não havia perigo de que se perdesse o controle da empresa. ‘‘Esta operação é uma associação estratégica, já que sem a presença de um grupo internacional, dotado de uma tecnologia de última geraçao, a Embraer jamais seria uma empresa global’’. A Embraer nasceu em 1969 e depois de três décadas de resultados deficitários foi privatizada em dezembro de 1994. Em 1998 faturou 1,581 bilhão de reais (1,4 bilhão de dólares da época que equivaleriam a 800 milhões de dólares na atualidade, depois da desvalorização) e teve pela primeira vez dividendos a repartir entre seus acionistas.

De olho nos tigres
Dentro dos bons acontecimentos que a recente união permite esperar, Carlos Leoni Siqueira, presidente do conselho de administração da Embraer, anunciou que está sendo estudada a possibilidade de lançar versões regionais de aviões de negócios tipo jet. A Embraer pretende, principalmente, conquistar o último grande cliente em potencial que ainda não foi explorado: a China. ‘‘Estamos determinados a estabelecer uma presença forte na Ásia’’, declarou Botelho, acrescentando que a operação começará no primeiro semestre do ano que vem. A presença de Embraer no mercado asiático será um fato dentro de três anos, acrescentou.

Pemex tem prejuízo
no 3º trimestre
A estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) anunciou que teve um prejuízo líquido de 741 milhões de pesos no terceiro trimestre (US$ 79,16 milhões). Isso resultou de um aumento de 70% nos impostos e tarifas. Antes de descontados os impostos, a Pemex teve no terceiro trimestre um lucro de 33,95 bilhões de pesos (US$ 3,627 bilhões), de acordo com o diretor-geral da Pemex, Adrian Lajous.

EUA aumentam o
mínimo em US$ 1
Em ritmo de campanha eleitoral para 2000, a maioria republicana do Senado norte-americano aprovou nesta semana uma elevação de US$ 1 no salário mínimo e um corte de US$ 18,4 bilhões em impostos. As medidas devem ser implantadas ao longo dos próximos cinco anos. O presidente Bill Cinton chamou a decisão de um ‘‘sério engano’’. Ele acusou os republicanos de usar o salário mínimo como ‘‘uma ferramenta cínica’’ para fazer passar o corte de impostos. Atualmente, o salário mínimo nos EUA é de US$ 5,15 a hora. (Agência Estado)

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