BRASÍLIA - Os trabalhadores brasileiros sofreram, no ano passado, com a queda do número de postos de trabalho oferecidos pela economia formal. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, a perda do emprego em 96 atingiu 304.950 trabalhadores. Desse total, 281.176 postos foram perdidos somente no mês de dezembro.
O Secretário de Políticas de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Daniel de Oliveira, atribui a elevada perda de postos de trabalho em dezembro a fatores sazonais. De acordo com Oliveira, dezembro é, tradicionalmente, um mês de queda no nível de emprego. Os setores que mais demitiram no mês foram as instituições financeiras e a indústria de transformação.
Embora o desemprego tenha aumentado no segmento formal da economia (trabalhadores com carteira assinada), ele foi amenizado pela economia informal, que vem crescendo desde 1990. Por isso, segundo Oliveira, é que os números do Ministério do Trabalho, que abrangem em todo o País os trabalhadores do mercado formal, são bastante diferentes da Pesquisa Mensal de Emprego, realizada pelo IBGE.
O campo de pesquisa do IBGE, para a divulgação das taxas de desocupação, pega a economia formal e a informal de seis regiões metropolitanas do País. Pelos números do IBGE, a taxa de desocupação, em dezembro de 1996, de 3,82%, é menor do que a verificada em dezembro de 1995, que foi de 4,64%. A média do ano passado, entretanto, foi superior à taxa média de 1995, devido às variações mais bruscas ocorridas durante o ano.

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