Mário CésarPesquisaIrene, dona de casa: ‘em conta’O Natal deste ano talvez seja, por muito tempo, lembrado como o do R$ 1,99. Os presentes para os tradicionais ‘‘amigos secretos’’ e colegas de trabalho foram escolhidos, basicamente, pelo menor preço possível. O pacote fiscal que elevou os juros do crediário retirou os bens duráveis - principalmente eletrodomésticos - das listas de presentes de final de ano para grande parcela da população.
Mário CésarModeraçãoDomingos: ‘só o indispensável’
A maioria dos consumidores enxugou a lista de presenteados e foi em busca de produtos baratos. ‘‘Este ano o dinheiro sumiu; ficou impossível comprar presente para todos que eu desejava. O jeito foi fazer pesquisa de preços e optar pelo mais em conta. Assim mesmo, só deu para comprar para o meu marido e os três filhos’’, disse ontem à Folha a dona-de-casa Irene de Oliveira Alves.
O administrador de empresas Domingos Roberto Lara considera que os preços dos produtos até que caíram do último Natal para este, mas diz que preferiu fazer economia e só comprou o indispensável. ‘‘Presentes, só para a mulher e os três filhos. São as mesmas pessoas do ano passado. Apesar de os preços estarem melhores, não dá para sair por aí gastando muito’’.
Mário CésarCaixa baixoJaredi, balconista: ‘só para mim’
Já a balconista desempregada Jaredi Antonio teve que adotar posição mais extremada: ‘‘Presente, neste Natal, só comprei para mim. Não tive dinheiro para comprar uma lembrancinha nem para os meus pais. A situação está difícil e os produtos muito caros. O meu namorado, se tiver paciência, receberá o presente dele no próximo ano.’’ (O.C.)

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