Curitiba - Assim como na produção industrial, o Paraná também liderou o ranking brasileiro de empregos no setor em março. O volume de pessoal ocupado assalariado teve um crescimento de 3,2% em março comparado com o mesmo mês do ano passado. Na média nacional houve queda de -1,2% no mesmo período. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário e foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No primeiro trimestre do ano, o emprego industrial no Paraná teve crescimento de 4% e nos últimos 12 meses terminados em março, a elevação foi de 5,7%. Os salários também tiveram acréscimo. Em março, a folha de pagamento real cresceu 13,4%, no trimestre 13,7% e nos últimos 12 meses terminados em março 11,3%.
O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, disse que o emprego acompanha o resultado da produção industrial que cresceu 15% em março deste ano comparado com o mesmo mês do ano passado e 9,8% na comparação de março com fevereiro de 2012. Ele destacou que o Estado também teve o melhor resultado do País nos salários.
Segundo ele, a estrutura da indústria vem sendo favorecida com os bons preços das commodities, com o crédito para automóveis e, consequentemente, a utilização de mais combustíveis para abastecer a frota de carros novos. Além disso, o Paraná tem várias novas indústrias se instalando e empresas locais anunciando ampliações.
Os setores que mais empregaram em março foram alimentos e bebidas (8,8%),
máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e comunicações (37,4%) e têxtil (9,8%).
Zurcher destacou que, em março, inicia a fase de meses de elevada produção na indústria. Ele previu que o aumento dos empregos seja ainda maior com a produção de álcool e açúcar devido ao início da safra da cana. Este movimento intenso de produção da indústria vai até setembro. Em outubro e novembro acontece a produção do setor para o final de ano, com vistas ao Natal.
O economista acredita que o emprego tenha um crescimento de 4% a 5% no Estado neste ano, mas este resultado vai depender ainda do ritmo da economia brasileira e dos investimentos que as novas empresas estão fazendo no Estado.
Zurcher estimou que os salários acompanhem o aumento do nível de emprego. Mas, segundo ele, a elevação da renda tem um aspecto positivo e um negativo. De um lado, todo aumento de salário movimenta a economia. No entanto, Zurcher disse que acaba sendo negativo quando o aumento de salário é maior que o aumento de produtividade, o que pode gerar pressão inflacionária.
Os maiores aumentos de salários ocorreram nos setores de alimentos e bebidas (24,1%), meios de transporte (21,8%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (29,8%).

Imagem ilustrativa da imagem Economia do PR surfa na onda da indústria
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