Economia do Paraná encolhe US$ 6 bilhões
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Reportagem Local 
A participação do agronegócio paranaense nas exportações entre janeiro e setembro deste ano apresentou um resultado ainda mais baixo em relação ao registrado no mesmo período de 2005. A queda equivale a US$ 6 milhões, que deixaram de circular na economia do Estado durante este período. O levantamento mostra, também, que as exportações agropecuárias pelo Porto de Paranaguá caíram nada menos do que 23% este ano, principalmente do complexo soja (-12%), enquanto os embarques do agronegócio por outros portos brasileiros aumentaram significativamente.
O reflexo na participação do setor produtivo agrícola nas exportações totais pode ser avaliado em mais profundidade, por uma redução de 55% para 53%, de janeiro a setembro, o que representa o encolhimento da receita da balança comercial em pelo menos 2%. Um dos produtos que mais refletiu os efeitos da queda foi a soja em grão, com queda de 24,5% na movimentação de embarques também pelo porto de Paranaguá.
Conforme o levantamento, o resultado total no acumulado janeiro/setembro de 2006 (US$ 7,39 milhões) quando comparado ao mesmo período de 2005 (US$ 7,45 bilhões) apresentou uma queda de 0,7%. As exportações do agronegócio mantiveram-se praticamente estáveis, passando de US$ 4,09 bilhões para US$ 4,03 bilhões (-1,3%). A participação do agronegócio nas exportações totais caiu de 55% para 53%. Os dados fazem parte das estatísticas de exportações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Secex / MDIC).
Por outro lado, no desempenho por grupos de produtos, o complexo soja (grão, farelo, óleo, margarina e lecitina) registrou uma receita de US$ 1,57 bilhão. Ou seja, uma redução de 12% em relação a igual período de 2005 (US$ 1,87 bilhão) enquanto as exportações de soja em grão somaram US$ 585 milhões, o que reverte em números mais baixos ainda, com a queda na receita externa da soja em grão avaliada em 24,5%.
Um volume de 2,57 milhões de toneladas foi escoado pelo Porto de Paranaguá, resultado 23% inferior em relação ao comercializado no mesmo período de 2005 (3,33 milhões de toneladas), ainda que considerando a comercialização dentro da média histórica. Enquanto isto, e no mesmo período, portos vizinhos vêm registrando aumento da movimentação de soja em grão.
O grupo carnes (aves, bovina, suína e outras) gerou receita de US$ 709 milhões contra US$ 847 milhões, resultando em queda de 16%, em função da combinação de fatores adversos como a redução de demanda externa (gripe aviária); os embargos impostos pela Rússia à carne suína e a ocorrência de focos de febre aftosa no Estado, que afetaram as exportações de carne bovina.
Não houve registro de comercialização de carne bovina, devido aos problemas sanitários e suas respectivas consequências. O volume exportado de carne suína passou de 51 mil toneladas para 18 mil toneladas (-66%) e a receita caiu de US$ 116 milhões para apenas US$ 28 milhões.
O setor de material de transportes que até então alavancava as exportações paranaenses registra desempenho negativo nas vendas de automóveis, queda de 24%, com reflexos nas exportações totais do Paraná, trazendo à luz que a crise também atinge os setores dinâmicos da economia.
O resultado total no acumulado janeiro/setembro de 2006 (US$ 7,39 bilhões) quando comparado ao mesmo período de 2005 (US$ 7,45 bilhões) assinala uma queda de 0,7%. Alguns dos principais mercados importadores registraram variação negativa em relação a igual período do ano passado, como os Estados Unidos, Alemanha, China, Japão, Rússia, Arábia Saudita e a Coréia do Sul, entre outros.


