Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta um crescimento da economia para este ano de 5,3%. A expansão da indústria, segundo a entidade, deve ser do mesmo tamanho (5,3%). As projeções estão no Informe Conjuntural de dezembro, divulgado ontem. A CNI diz que espera um crescimento do consumo das famílias de 6% em 2007 e um avanço dos investimentos em 12,8%. A taxa média de desemprego, neste ano, na avaliação da entidade, deve fechar o ano em 9,5% da População Economicamente Ativa (PEA).
O superávit da balança comercial previsto pela CNI para este ano é de US$ 40 bilhões, resultado de US$ 160 bilhões em exportações e US$ 120 bilhões em importações. O saldo positivo em conta corrente deve fechar em US$ 4,5 bilhões, segundo a estimativa da entidade representativa do setor industrial. Ela espera também que o setor público realize este ano um superávit primário de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas projeta um déficit nominal (considerando as despesas com juros) de 2,3% do PIB.
A relação dívida pública/PIB ficará, segundo a CNI, em 42,9% neste ano. A entidade projeta uma taxa de juros nominal média de 12,1% em 2007 e uma taxa real de juros, pelo IPCA, de 7,6%. Para o câmbio, a estimativa da CNI é de que a média de dezembro seja de R$ 1,78 por dólar, e a média do ano, de R$ 1,95 por dólar. A CNI também projeta uma taxa Selic (juro básico da economia) de 10,5% ao ano ao final de 2008, e uma taxa média no ano, deflacionada pelo IPCA, de 6,7%.
Economia - O Brasil ganhou uma posição e agora ocupa a sétima posição na economia mundial, segundo ranking do Banco Mundial, que divulgou ontem os dados do Programa de Comparação Internacional, que analisa as economias de 146 países. De acordo com o Banco Mundial, levando-se em conta a paridade do poder de compra, o Brasil responde por metade da economia da América do Sul. Com o equivalente a 3% do PIB mundial nesta medição, o Brasil ocupa o sexto lugar ao lado do Reino Unido, França, Rússia e Itália.
Na medida convencional, porém, o Brasil é a sétima economia, ao lado da Índia, Rússia e México, que respondem juntos por 2% do PIB. Segundo explicação do Banco Mundial, o Brasil subiu de lugar por conta de uma nova avaliação. A paridade do poder de compra, expressa por meio dos valores das moedas locais, tomou o lugar da chamada medida cambial, que converte o PIB do país em dólares. ''Os números passaram a refletir o valor real de cada economia, com as diferenças corrigidas em níveis de preços, sem a influência de movimentos transitórios de taxas cambiais'', explica o Banco Mundial.
Como já era esperado, a maior economia do mundo é a dos Estados Unidos - porém, está menor que no passado. Em seguida aparece a China, que pelas novas pesquisas subiu de quarto para segundo lugar. De acordo com os dados, pelo sistema cambial os EUA têm 28% do PIB mundial.

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