Os sinais de que a crise começa a se afastar do Paraná estão nos números. Entre janeiro e março, segundo a Secretaria do Trabalho do Paraná, foram criados 14.928 novos empregos. A cidade campeã na geração de novas vagas foi Paraiso do Norte, com 2.815 empregos. Em segundo vem Curitiba com 2.080 e, em terceiro, Londrina com 2061.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel) Mauro Viecili, que assumiu o cargo nesta semana, afirma que já está faltando mão de obra na cidade para vários segmentos industriais. Segundo ele, algumas empresas que fizeram demissões no final do ano passado temendo a crise e a retração do mercado, estão agora com dificuldade de contratar. ''O mercado voltou a reagir. O volume de produção praticamente já se igualou ao mesmo período do ano passado e as empresas estão com muitos pedidos. Algumas delas não estão encontrando pessoal qualificado para repor o quadro de funcionários e vão ter dificuldades para cumprir os contratos'', disse Viecili.
Segundo o presidente do Conselho Municipal do Trabalho, Jaime Junior Silva Cardozo, no caso de Londrina, além do reaquecimento da economia, também está havendo uma mudança na característica econômica da cidade. ''Londrina sempre foi conhecida pelos setores de serviços e pelo comércio forte. No ano passado, porém, em alguns meses, a indústria contratou bem mais do que estes setores mais tradicionais.'' Outra mudança notada pelo Conselho Municipal do Trabalho é a cultura da empregabilidade. Ele cita como exemplo um grupo de 100 pessoas que estavam desempregadas e foram convidadas pela Agência do Trabalhador para um treinamento visando o preenchimento das vagas que serão abertas pela Couroada. A empresa trabalha com beneficiamento de couro para exportação e está construindo uma planta industrial na cidade.
Para o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odetto Esquiante, a vinda de novas indústrias faz com que a cidade como um todo cresça e fique mais rica. ''Todos saem ganhando. Vamos usar como exemplo o caso da Couroada. A vinda dela gerou negócios para empresas de terceirização de mão de obra, construção civil, empregos temporários, escritórios de contabilidade, advogados, e uma série de outros profissionais. É a onda positiva que favorece a todos'', comenta Esquiante.
Segundo o presidente do Idel, Mauro Viecili, o instituto está participando das negociações para a vinda de uma empresa do ramo automobilístico, outra de software e ainda uma indústria paulista que foi adquirida por um grupo londrinense e que será instalada na cidade.
Jaime Cardozo informa está bem mais simples treinar mão de obra para as empresa que vieram para a cidade. ''Até meados do ano os cursos eram definidos em Curitiba pela Secretaria do Trabalho e, muitas vezes, não atendiam a nossa necessidade'', diz. Depois que o Conselho passou a decidir sobre os cursos, além de mais agilidade, os treinamentos passaram a atender a demanda da cidade.
O presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Esquiante aponta que outro índice que mostra a reação da economia local é o aumento do número de contratações. ''Até há pouco tempo estava havendo mais demissões do que contratações. Agora se inverteu. Conforme temos visto nos escritórios de contabilidade o saldo nos últimos meses já é positivo'', informa Esquiante.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina - Sescap-Ldr

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