A meta de redução de 20% no consumo de energia elétrica ainda não foi atingida nas duas primeiras semanas do racionamento. A economia nesse período foi de 16,53% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste em relação à média de consumo dos meses de maio, junho e julho do ano passado.
Apesar de ter ficado abaixo da meta, a economia aumentou em relação aos primeiros 13 dias por causa do feriado de quinta-feira. No Nordeste, a economia foi de 18,22% até o dia 14, mas de apenas 17,7% até o dia 13. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a redução até o dia 13 ficou em 15,7%.
No feriado, a economia foi de 27% em relação à média de maio a julho de 2000 no Sudeste e no Centro-Oeste. No Nordeste, a redução do consumo foi de 25,6%. Os dados são do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
Apesar de os feriados proporcionarem redução maior do consumo, o ‘‘ministério do apagão’’ não tem certeza se a adoção de feriados semanais seria uma medida eficaz para o racionamento. De acordo com o ministro do ‘‘apagão’’, Pedro Parente, a população também pode se acostumar com os feriados e passar a gastar mais energia nesses dias.
Geralmente, as famílias aproveitam os feriados normais para viagens e outros programas fora de casa. Mas esses programas não aconteceriam se os feriados passassem a ser uma coisa normal.
De acordo com integrantes do ‘‘ministério do apagão’’, a adoção de medidas complementares ao atual plano de racionamento só deverá ser analisada nos meses de setembro e outubro, quando a situação dos reservatórios de água das hidrelétricas será mais crítica.
O diretor do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Carlos Nobre, disse que somente o próximo trimestre chuvoso, a partir de setembro, poderá gerar mudanças no atual quadro de racionamento. ‘‘Antes disso, não adianta esperar por um milagre’’, disse.‘‘Somente no próximo período, em outubro, pode haver diferença.’’

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