SÃO PAULO - O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu acima do esperado em agosto e já leva analistas a reduzirem suas projeções para o crescimento da economia nesse ano.

Exemplo disso é a MCM. A consultoria reduziu sua projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, na margem, de 0,8% para um número ligeiramente acima de zero. "Com a desaceleração do nível de atividade, vamos revisar a nossa previsão de crescimento do País, de 3,6% para uma marca pouco acima de 3%", disse o economista e sócio da consultoria, Antônio Madeira.

A LCA também ficou mais pessimista. Para o economista-chefe da consultoria, Braulio Borges, o PIB no terceiro trimestre ficou muito fraco e, na melhor das hipóteses, vai apresentar um resultado nulo. "Há grandes chances de que o PIB entre julho e setembro na margem tenha ficado negativo", comentou.

De acordo com Borges, com o fraco desempenho do PIB no terceiro trimestre as projeções de expansão do País de 3,5% para 2011, apontadas pelo BC e pela mediana das projeções de economistas apuradas pela Pesquisa Focus, "ficaram muito otimistas". Ele espera que o PIB avance 3,1% neste ano e 3,5% em 2012.

"O nível de atividade está em franca desaceleração. O PIB do quarto trimestre deve crescer 0,5%, na margem, mas com os efeitos da crise internacional sobre a economia doméstica pode ser que fique estável", destacou. Para ele, caso ocorra um evento de crédito na Grécia, seja ele um default ou reestruturação ordenada, é bem provável que o mundo será envolvido por um credit crunch semelhante ao ocorrido a partir de setembro de 2008, quando o banco Lehman Brother quebrou.

"Caso ocorra uma retração de crédito substancial, o PIB no Brasil deve crescer perto de 2,9% em 2011. Deste modo, como a herança da força do PIB será muito fraca para o ano seguinte, o País deve registrar uma expansão de 3,2% em 2012, abaixo da nossa previsão atual de 3,5%", disse.

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