Rio de Janeiro - O Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas por um país) brasileiro totalizou R$ 542,1 bilhões no terceiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e setembro, o PIB alcançou R$ 1,529 trilhão.
Em termos percentuais, a economia brasileira registrou uma expansão de apenas 0,5% no terceiro trimestre e confirmou um ano de fraco desempenho econômico. No segundo trimestre, o PIB tinha somado R$ 508,7 bilhões. No terceiro trimestre de 2005, alcançou R$ 497,3 bilhões.
Entre julho e setembro, o consumo das famílias significou R$ 290,5 bilhões, segundo o IBGE. Os investimentos representaram R$ 112,4 bilhões e o consumo do governo somou R$ 105,5 bilhões. Os impostos foram responsáveis por R$ 56,8 bilhões.
Na análise por setores, a indústria contribuiu com o equivalente a R$ 200,5 bilhões. Já a agropecuária e os serviços somaram R$ 34,4 bilhões e R$ 275,2 bilhões, respectivamente. A taxa de investimento correspondeu a 20,8% do PIB no terceiro trimestre. Trata-se da segunda maior taxa da série histórica, iniciada em 1995. A maior foi registrada no terceiro trimestre de 2004 (20,9%). No mesmo período do ano passado, havia sido de 20,4% do produto (as comparações são feitas entre terceiros trimestres).
Já a taxa de poupança chegou a 25,2% do PIB, também a segunda maior da série histórica, menor apenas que o terceiro trimestre de 2004 (25,4%). Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve uma alta de 0,9 ponto percentual.
Investimentos - Com o efeito do câmbio que facilita as importações de máquinas e equipamentos e a taxa de juros em declínio, a taxa de investimentos atingiu 20,8% do PIB no terceiro trimestre deste ano. Nas comparações entre terceiros trimestres, trata-se da segunda maior taxa da série e que perde apenas para o terceiro trimestre de 2004 (20,9%).
A capacidade de financiamento da economia brasileira somou R$ 16,2 bilhões, o que significa um aumento de R$ 2,8 bilhões em relação ao terceiro trimestre de 2005. No ano, ela está em R$ 22,8 bilhões, ainda inferior a R$ 26,5 bilhões do mesmo período de 2005. De acordo com Adriana Berenguy, técnica de Contas Nacionais, o aumento se deve basicamente à redução do envio líquido de juros ao exterior, que apresentou um decréscimo de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre. Segundo ela, a diminuição da dívida externa brasileira após a quitação das dívidas com o FMI no ano passado, combinada a uma melhor remuneração de ativos brasileiros no exterior neste ano justificam o movimento.

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