Economia brasileira cresce 2,7%
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quinta-feira, 27 de maio de 2004
Ana Paula Grabois<br> Agência Folha 
Rio de Janeiro - Depois de fechar 2003 com retração de 0,2%, o Produto Interno Bruto (PIB) - conjunto das riquezas do País - cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2004 em relação ao último trimestre do ano passado. A economia brasileira também teve expansão de 2,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2003. Mas o cálculo que aponta a taxa de crescimento no PIB no acumulado dos últimos 12 meses mostrou que a economia ficou estagnada, com expansão zero na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores.
Os resultados, entretanto, recebem o efeito da base baixa de comparação, especialmente quando se trata do primeiro trimestre de 2003 - período no qual a atividade econômica estava travada, com uma taxa de juros que chegou a 26,5% ao ano.
Os dados oficiais divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de certa maneira, confirmam as expectativas, mas não sinalizavam uma forte recuperação da economia, que cresceu basicamente por conta da continuidade de aumento das exportações.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, previu 0,8% em relação a igual trimestre de 2003 e 1,5% na comparação com o quarto trimestre. Analistas do mercado previam alta em torno de 1% em relação ao quarto trimestre e em torno de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
As exportações de bens e serviços apresentaram alta de 5,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado e 19,3% na comparação com mesmo período do ano anterior. Já o consumo interno ainda se ressente da renda deprimida e da alta taxa de desemprego. Segundo o IBGE, o consumo das famílias brasileiras teve leve recuperação em relação ao quarto trimestre do ano passado, de 0,3%. Em relação ao primeiro trimestre de 2003, a expansão foi de 1,2%. A taxa média de desemprego no primeiro trimestre ficou em 12,2%.
Os investimentos medidos pela formação bruta de capital fixo, continuaram a crescer. A expansão foi de 2,3% em relação ao quarto trimestre do ano passado e de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.


