A partir do ano que vem, os Estados Unidos vão ajudar a tirar a Europa do fundo do poço. Quem diz isso é o economista José Roberto Mendonça de Barros. Bem menos empolgado que o irmão Luiz Carlos, ele também deu palestra ontem no XXII Congresso da Fenabrave.
Segundo Barros, existem alguns fatores que evidenciam o reaquecimento da economia americana. ''A Indústria dos Estados Unidos está renascendo. Muita gente está deixando de produzir na China e voltando a produzir no país. Se eu dissesse isso há dois anos, diriam que estava maluco. Mas o barateamento da energia e dos custos de mecanização está ajudando a levar a indústria de volta'', afirma.
O gás obtido por meio de perfurações em rochas, de acordo com o economista, é outro fator que não deve passar despercebido. ''Esta é uma atividade que está crescendo muito por lá'', afirma. O agribusiness, apesar do ''tombo'' promovido pela seca neste ano, é outra atividade que vai ajudar os Estados Unidos a voltarem a crescer. ''Trata-se de um setor forte que vive um ciclo glorioso nos últimos anos e vai se recuperar rápido, ajudando a melhorar a economia de um modo geral.''
A Europa precisará ser puxada pelos Estados Unidos. Segundo ele, sozinho, o bloco não consegue se reerguer, uma vez que Alemanha e os países devedores não se entendem. ''A austeridade exigida pelos alemães não funcionou. Os países cortam orçamento, se aprofundam na recessão, cai a coleta de impostos, a dívida cresce ainda mais na porporção do PIB'', salienta. Para ele, ''da Europa não se pode esperar muita coisa''.
No Brasil, Barros acredita que projeto de concessões de rodovias e ferrovias do governo federal deve ajudar a economia. Outra boa notícia, pelo menos para o agronegócio, são as declarações da presidente da Petrobras, Graça Foster, de que o País precisará mais de etanol. (N.B.)

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