Imagem ilustrativa da imagem Economia à frente
Imagem ilustrativa da imagem Economia à frente


A Renault apresentou no último dia 30 os novos motores 1.0 SCe (Smart Control Efficiency), para a linha Sandero e Logan, e 1.6 SCe, para Sandero, Logan, Duster e Duster Oroch, com a proposta de reduzir em até 21% o consumo de combustível. Em evento no Hard Rock Cafe, em Curitiba, a empresa lançou mundialmente as mudanças que incluem uso de tecnologia desenvolvida na Fórmula 1 e redução de até 30 quilogramas no peso da estrutura, de olho na ofensiva da marca para ganhar mercado no próximo ano.

Desde 2006, a montadora com sede na capital paranaense saltou de 2,8% em participação no mercado nacional para 7,5% estimados para o fim deste ano, e prepara uma ofensiva para ampliar o resultado nos próximos meses, com o lançamento de três modelos SUV, disse o presidente da Renault no Brasil, Fabrice Cambolive. Ele afirmou que todo o trabalho nos motores, feito no País, buscou os conceitos de economia de combustível, tecnologia, baixo custo de manutenção e prazer de dirigir.

De início, o novo motor 1.0 SCe de 12 válvulas teve redução de quatro para três cilindros. Ainda, traz inovações como o duplo comando de válvulas variável na admissão e no escape, tecnologia inédita para motores de entrada. Toda em alumínio, a estrutura é 20 kg mais leve do que a do antecessor. A bomba de óleo variável ajusta o fluxo de óleo conforme a rotação e a carga do motor, que gera menor absorção de energia e economia. Os anéis de pistão, tuchos e polias variáveis são revestidos em DLC (Diamond Like Carbon), um composto de carbono de dureza muito alta.

No 1.6 SCe, com 16V e quatro cilindros, esses elementos são revestidos em PVD (Physical Vapor Deposition), que reduzem atrito e desgaste do motor, além de gerar melhor eficiência energética. A motorização tem as mesmas inovações do 1.0, mais injetores posicionados no cabeçote, além do sistema Stop&Start para Sandero e Logan, que desliga o veículo automaticamente em semáforos ou paradas e resulta em até 5% de economia de combustível. Há também a possibilidade de contar com o câmbio automatizado Easy'R, que oferece controle de estabilidade e assistente de partida em rampas. Também em alumínio, o motor é 30 kg mais leve.

Ambas as motorizações usam o sistema ESM (Energy Smart Management) de regeneração de energia, que já equipa o Duster e o Duster Oroch com o motor 2.0 desde a metade do ano. O funcionamento permite que, quando o motorista retira o pé do acelerador, o motor continue a girar sem consumir combustível. Isso porque o alternador automaticamente passa a recuperar energia e enviá-la para a bateria, que aumenta a carga sem consumo de combustível e, durante a aceleração, o alternador não precisa "roubar" energia do motor para enviar à bateria. Esse sistema garante um consumo até 2% menor.

Do Brasil para o mundo
O gerente geral de motores da Aliança Renault-Nissan, Márcio Melhorança, afirmou que os motores foram lançados mundialmente no Brasil, antes de chegarem à Europa. Desenvolvidos no País, trazem melhorias em relação aos equivalentes da marca Nissan, mas foram lançados primeiramente na Renault.

Melhorança destacou que tecnologias criadas na Fórmula 1 permitiram dar mais eficiência aos sistemas, como uso de óleo de baixa viscosidade, vazão variável e o ESM. "Um funcionário da equipe de Fórmula 1 veio para trabalhar no desenvolvimento da calibração dos motores", disse. Ele lembrou ainda que o comando de válvulas passou a usar corrente no lugar da correia dentada,o que dispensa a troca, e bielas forjadas, o que diminui o custo de manutenção.

Outra novidade é a adoção da direção eletro-hidráulica, que reduz o esforço na hora de realizar manobras. Neste caso, no entanto, a tecnologia ainda está abaixo de outros concorrentes, que usam a direção elétrica, mais cara.

mockup