Ney de SouzaCongestionamentoCaminhões no pátio da Codapar, em Foz do Iguaçu: desembaraço de cargas argentinas teve que ser desviadoProblemas nos computadores e falta de estrutura na Estação Aduaneira de Fronteira (Eafi) de Foz do Iguaçu estão dificultando a centralização das operações de importação e exportação na divisa entre Paraná, Paraguai e Argentina.
Desde anteontem, o desembaraço (processo de fiscalização de produtos e expedição de documentos) das cargas argentinas que entram no Brasil por Foz foi transferido para a Eafi, instalada no pátio da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), na BR-277. Até então, a Eafi controlava apenas as operações de importação e exportação entre Brasil e Paraguai. O desembaraço era feito na Aduana Integrada na ponte Tancredo Neves, que liga Brasil e Argentina.
A transferência representou aumento de 40% no movimento diário de caminhões. Até o início da semana, a estação aduaneira processava diariamente a documentação de uma média de 500 cargas. Anteontem, no primeiro dia da integração, esse número subiu para 750.
O aumento no número de caminhões no acesso à estação complicou ainda mais o trânsito na BR-277. Ontem pela manhã, pelo menos 20 caminhões formavam fila no acostamento da rodovia para entrar no pátio da Codapar. Isso provocou pequenos congestionamentos na estrada.
Com 95 mil metros quadrados, o pátio da Codapar comporta apenas cerca de 500 caminhões. A Receita Federal planeja ampliar a área para 195 mil metros quadrados, para comportar a média de 1.100 caminhões que, com a integração, deverão passar pelo local. O início das obras não está definido.
Além disso, há apenas um acesso ao pátio - pela BR-277. Um novo acesso, de terra, ligando a estação à Avenida Paraná, que está sendo aberto pela Codefi (Companhia de Desenvolvimento de Foz do Iguaçu), será liberado nos próximos dias.
Ney de SouzaAmaral prevê solução para sistema de informática até sexta. O caminhoneiro Eduardo aprovou a mudança
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Para piorar a situação, um problema nos novos computadores está obrigando a Receita a expedir as Declarações de Importação (DIs) na delegacia do órgão, o que está atrasando o processo. Segundo o supervisor da Eafi, Flávio Amaral Costa, o problema no sistema de informática deverá ser solucionado até sexta-feira.
Apesar das dificuldades, caminhoneiros argentinos aprovam a transferência. ‘‘Aqui é melhor. Tem banheiro e mais segurança. Lá na ponte, estávamos sujeitos a roubo das cargas’’, disse Eduardo Ferreira, de 33 anos, que desde o meio-dia de segunda-feira aguardava no pátio da Codapar a liberação de uma carga de 27 toneladas de azeitona.

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