'É um produto muito mais competitivo'
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sexta-feira, 07 de setembro de 2018
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Entidades estimulam indústrias do Estado a aderirem ao regime de maquilas para se tornarem mais competitivas ao levarem para o país vizinho etapas mais intensivas da produção do ponto de vista energético e de mão de obra. O gerente da Fiep, Reinaldo Tockus, explica que esta seria uma integração entre os processos produtivos brasileiro e paraguaio. Para o diretor executivo da agência Terra Roxa, de Londrina, Alexandre Farina, a ideia não é mandar indústrias da região para fora do País, mas dar-lhes mais condições de se manterem no mercado gerando receita e emprego. O Paraguai é uma "plataforma de internacionalização da indústria do Norte do Paraná", uma oportunidade de as empresas paranaenses terem liberdade maior de atuação com custo mais competitivo, diz o diretor.
Para aqueles que pensam em produzir no Paraguai, Claudio Gomes, da Braspar, recomenda a empresa fazer um planejamento tributário e um estudo de viabilidade. Há casos em que a empresa usa pouca mão de obra e energia elétrica, ou não se encaixa na lei, que é rigorosa e altamente controlada, e nesses casos as vantagens do regime de Maquila não são aplicáveis. Ele lembra que para se encaixar na Lei de Maquila a empresa deve importar matéria-prima e transformá-la. "Se não transformar, tem que pagar o imposto." Mas, de maneira geral, o produto retorna ao País com redução de 35% a 40% nos custos. "É um produto muito mais competitivo." Mesmo se a Lei de Maquila fosse revogada, as empresas inseridas no regime ainda teriam dez anos para usufruir do direito concedido pela lei, ressalta Gomes.
A Apex-Brasil estimula as empresas iniciantes no comércio exterior a terem seu primeiro contato com os países mais próximos, como Argentina, Bolívia, Uruguai e Paraguai. "Pela proximidade linguística e cultural, o processo de exportação para esses países acaba sendo menos complexo, o que ajuda o empresário iniciante a entender como funcionam os diversos trâmites para exportação." Mas o sucesso do negócio depende do entendimento dos mercados que se busca e da estratégia a ser adotada. "É muito importante que a tomada de decisão seja feita calcada em informações sobre o mercado e análise de oportunidades para que o empresário possa melhor estruturar sua entrada nesse mercado desejado." (M.F.C.)


