É triste, mas o melhor é quitar as dívidas
Para quem deve e não consegue sair do buraco com o orçamento de todos os meses, o salário extra do fim do ano pode ser uma ótima oportunidade de quitar as dívidas e começar o ano novo com o orçamento limpo. ''O pagamento de dívidas deve ser uma prioridade, assim que se recebe o 13º'', opina Doralúcia Alves Cordeiro, sócia da Assessor e Bordin Consultores.
Ela explica que os juros pagos por quem deve a cartões de crédito, bancos ou financeiras raramente estão em menos de 10% ao mês. ''Essa é a média do mercado'', afirma. ''E podem ser até mais altos.'' E ela ressalta que nenhuma aplicação tem um rendimento tão alto - por isso a urgência em quitar as dívidas quando surge um dinheiro extra no orçamento. ''Não vale a pena aplicar e adiar o pagamento das dívidas.''
Dinah Barreto, assistente de Direção da Fundação Procon-SP, complementa: ''As primeiras dívidas a serem pagas devem ser as vencidas, nas quais o consumidor já está inadimplente. As dívidas a vencer, como parcelamentos, devem ser avaliadas depois que as primeiras tenham sido quitadas.'' Isso, claro, se o 13º for suficiente para elas.
No caso de não haver dinheiro para quitar todas as dívidas, Dinah dá uma recomendação importante: ''Prefira pagar as que tiverem os juros mais altos primeiro.''
E, com o dinheiro na mão, sempre é mais fácil negociar. ''Não se deve pagar sempre o que o credor pede, sem calcular se o valor está alto'', avisa Miguel de Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Ele alerta que muitas vezes os credores incluem juros e multas abusivos, principalmente quando o devedor tem dinheiro para pagar. ''Como o credor quer receber, cabe ao devedor que tem dinheiro na mão avaliar se o valor não é abusivo, calculando a partir do valor principal da dívida'', diz.





